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- Maria!
Lá estava Maria Pronta.
Bem poderia ser: Maria... ou ainda: Maria. Mesmo que fosse: Maria? Ela continuava pronta.
Às seis da manhã partiam. Desbravadores de terras já encontradas. Bravos e doloridos, nunca encontravam o destino e se iludiam fazendo curvas. Era Maria Pronta, dona de histórias excêntricas...
Esta pronta Maria para ir e vir sempre, correndo atrás de brancas borboletas, estava sempre disponível Maria, pra quando ele queria e ele queria pouco.
Maria se exibia vestida de sol ele não via.
Maria fazia chamego coisa e tal e ele esquecia.
Maria fazia silêncios e ele nem percebia.
Maria Pronta aprontava festas porque o sol nasceu, porque a tarde caiu, porque a noite acordou e ele só dizia: Maria?
E ele: não me toque, não me beije, não me deseje.
E Maria Pronta, pronta estava para deixar de ser Maria, mas nunca deixar de estar a postos, postada, possível. Até que Maria pronta ficou prostrada. Totalmente prosternada. Hibernou um ano inteiro com a cabeça escondida, adormecida.
Não fez nada igual. Nem cheirava café ou outra coisa qualquer. Ficou esquálida, abatida e Maria Pronta acordou faceira e mais pronta que nunca. Mas não pra ele.
Assustado ele chamava: Maria! E nada.
Maria? Não era provocação.
Maria?!
Era Maria Pronta vocacionada pra alegria.
Pronta pra vida.
Pronta pra ser Maria.
criado por academiadeletras
19:23:08