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		<title>Academia de Letras de Par&#225; de Minas</title>
		<link>http://alpm.blog.terra.com.br</link>
		<description>Fundada em 20 de Setembro de 1997 com o objetivo de ser uma refer&#234;ncia de valor para as novas gera&#231;&#245;es, contribuindo com a Arte, com a Cultura e com a Educa&#231;&#227;o da Sociedade de Par&#225; de Minas.</description>
		<language>pt-BR</language>
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		<category>Outros</category>
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			<title>Hila Fl&#225;via/ OS PROBLEMAS DE EVA</title>
			<link>http://alpm.blog.terra.com.br/hila_flavia_os_problemas_de_eva</link>
			<pubDate>16.06.09</pubDate>
			
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
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&#160;Hila Fl&#225;via
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Desde minha adolesc&#234;ncia tenho feito o poss&#237;vel para me inteirar do que &#233; dito sobre g&#234;nero humano. N&#227;o sei se &#233; uma esp&#233;cie de inconformismo ou se &#233; curiosidade mesmo. Mas uma das situa&#231;&#245;es que mais me marcaram aconteceu quando era bem pequena e o Nico Pereira, pai do Freei Crist&#243;v&#227;o, leu minha m&#227;o na varanda da minha casa, no Par&#225;. E disse muito s&#233;rio: - &#8220;Que m&#227;o boa, a sua! Se voc&#234; fosse homem, seria at&#233; presidente. Se voc&#234; fosse homem, seria muito famoso, iria ter muita sorte, ser muito importante. Que pena que voc&#234; &#233; mulher! Um desperd&#237;cio!&#8221; 
Lembro-me de que fiquei furiosa com ele, mas era muito pequena e n&#227;o tive argumento nenhum para discutir. As palavras ficaram gravadas no meu cora&#231;&#227;o e penso que, desde ent&#227;o, comecei a ficar irritada quando ouvia que mulher &#233; boa para pilotar fog&#227;o, que lugar de mulher &#233; em casa, e com a famosa frase de que atr&#225;s de um grande homem tem sempre uma grande mulher. Esta, ent&#227;o, escuto at&#233; hoje, porque o meu companheiro &#233; um grande homem. E escuto esta frase no s&#233;culo XXI. &#201; de arrepiar. 
Vou me entusiasmando com o assunto, mas quero esclarecer que nada tenho contra os homens. Sou &#233; favor das mulheres. A luta n&#227;o &#233; para massacrar homem algum, &#233; para impedir que a mulher seja massacrada. &#201; muito diferente. 
Mas, por outro lado, se este tema homem/mulher foi um dos preferidos de minha gera&#231;&#227;o, hoje o assunto at&#233; passa batido. As cabe&#231;as mudaram, os jovens nem sabem do quanto foi dif&#237;cil romper barreiras, &#233; muito raro encontrar mulher que n&#227;o tenha seu ganho, mesmo que pequeno. Quase todas trabalham ou t&#234;m chance de faz&#234;-lo. Da gera&#231;&#227;o de minha m&#227;e para a minha, pouca coisa mudou. Mas da minha para a de minhas filhas, &#233; outro mundo. Um mundo que, &#225;s vezes, &#233; at&#233; dif&#237;cil de uma quase setentona entender. Mas que &#233; melhor, l&#225; isto &#233;. Muito, mas muito melhor. E para ilustrar meu encantamento com as mulheres de hoje, vejam que deliciosa hist&#243;ria saiu publicada na revista Web, sobre um di&#225;logo de Eva com Deus: 
Eva pediu uma audi&#234;ncia com Deus para se queixar de solid&#227;o, que n&#227;o ag&#252;entava mais viver sozinha e nem aguentava mais comer tanta ma&#231;&#227;. Deus argumentou com ela que a solu&#231;&#227;o seria criar o homem, mas ela deveria saber de antem&#227;o que o homem seria muito arrogante e iria gostar demais de mandar e de dar a &#250;ltima palavra em todo e qualquer assunto. E sugeriu que ela pensasse bem, pois, al&#233;m do mais, um pre&#231;o teria de ser pago. 
Eva pensou, pensou, pensou e resolveu correr o risco. Ent&#227;o Deus lhe disse que o pre&#231;o ser pago deveria ser de o homem nunca saber que foi criado por &#250;ltimo. E a conting&#234;ncia do qual ele seria criado ficaria, para todo o sempre, como segredo guardado entre Eva e Deus. Segredo absoluto, esse o acordo que foi feito entre elas duas. </description>
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			<title>"De dentro pra fora, de fora pra dentro"</title>
			<link>http://alpm.blog.terra.com.br/de_dentro_pra_fora_de_fora_pra_dentro</link>
			<pubDate>14.06.09</pubDate>
			
			<description>(Para Cris Barreira e Misael Almeida) Tenho uma amiga que mora na Bahia e para ir trabalhar, todos os dias, &#233; obrigada a pegar uma balsa. Convive diariamente com o mar. V&#234; peixes pulando n&#8217;&#225;gua. V&#234; p&#225;ssaros acompanhando com v&#244;os rasantes as embarca&#231;&#245;es pesqueiras. V&#234; c&#233;u azul e dias nublados. V&#234; ondas calmas e em dias de ventanias, ondas altas. Para chegar a Porto Seguro, segue pela orla e v&#234; hora o horizonte, hora mato ou mar. Vai bebendo poesia pelo caminho. V&#234; a areia clara e deseja a quietude, o sil&#234;ncio. Deseja respirar sem nada querer. Ap&#243;s este mergulho di&#225;rio na realidade do seu entorno, ela mergulha nas mentes, muitas dementes, cheias de lodos, de seus pacientes. Verdadeiros abismos obscuros. H&#225; nisto tudo algo de simples e de complexo que me fascina. Nossa vida &#233; mesmo assim: o simples e o complexo est&#227;o a&#237; para serem saboreados. O amargo e o doce. O c&#233;u e o inferno. O ver&#227;o e o inverno. O calor e o frio. O sil&#234;ncio e o grito. A fome e a saciedade. O bem e o mal. Os opostos, enfim. Que s&#243; s&#227;o opostos porque est&#227;o lado a lado. Um existindo por causa do outro. Na medida da escolha. Eu escolho a poesia e ela at&#233; anda me escolhendo. Mais do que escrev&#234;-la, o que desejo mesmo &#233; viv&#234;-la. Dia desses, meu pai plantou um canteiro de cenouras. A poesia cismou de cair na terra. Os dedos dele iam esparramando sementes e ele parecia envolto em luz. Eu quis fotografar. O homem plantando resgata nossa pr&#243;pria identidade. Este tocar a terra &#233; o mesmo que tocar a humanidade. Somos terra. Sa&#237; desta cena e encontrei um amigo na rua. Ele h&#225; pouco &#8220;perdeu&#8221; sua m&#227;e. Est&#225; sens&#237;vel e, por isso, &#8220;antenado&#8221; com a poesia. Contou-me de uma viagem que fizera sozinho. Falou que chegou a uma praia. Viu aproximar uma fam&#237;lia simples. Gente da terra. Atravessaram a rua para comprar roupa de banho em uma daquelas lojinhas beira-mar. Estavam fascinados com a imensid&#227;o do mar, com o balan&#231;o das ondas. Meu amigo estava fascinado com eles. Com a harmonia daquela fam&#237;lia. Com o quanto &#233; f&#225;cil ser feliz. O quanto &#233; simples ser feliz. Custa pouco, quase nada em dinheiro. Ele pensou que eles estavam conhecendo a praia naquela oportunidade. Estavam tocando o infinito. Mas tamb&#233;m meu amigo estava vivenciando o infinito. H&#225; na poesia cotidiana a assinatura de Deus. Todas essas sensa&#231;&#245;es de &#234;xtase nada mais s&#227;o do que uma forma de ora&#231;&#227;o. &#201; como se nossa alma entrasse em comunh&#227;o com o Criador atrav&#233;s de suas criaturas: mar, vento, terra, p&#225;ssaros, peixes, areia, sementes, &#225;rvores, o homem e seus desejos. &#201; assim que olho a vida. Dizem que os olhos s&#227;o as janelas do corpo. Mas n&#227;o sei de que lado estamos: se de fora pra dentro ou de dentro pra fora como na can&#231;&#227;o de Walter Franco: &#8220;Viver &#233; afinar o instrumento/ de dentro pra fora/ de fora pra dentro amor n&#227;o chora / de sofrimento / cheguei agora / no vento Eu s&#243; voltei pra te contar / viajei / fui pra serra do luar Eu mergulhei / eu quis voar / agora vem / vem pra terra descansar...&#8221; Ana Cl&#225;udia de Souza Saldanha Membro da Academia de Letras de Par&#225; de Minas </description>
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			<title>Terezinha Pereira/ ASININOS</title>
			<link>http://alpm.blog.terra.com.br/terezinha_pereira_asininos</link>
			<pubDate>14.06.09</pubDate>
			
			<description>Estava no escrit&#243;rio, quando ouvi um som l&#225; do passado. Um troteado. Hoje, uma raridade. Olhei pela janela. No meio da rua, vi uma carro&#231;a parada, atrelada a um burro branco puro. De escuro, tinha s&#243; um sinal preto na testa. E as viseiras. O carroceiro for&#231;ava-lhe a entrada, de r&#233;, na garagem estreita da casa vizinha, que passava por reformas. 
Fiquei a me ver de olhos tapados, sendo for&#231;ado a entrar em lugar qualquer, sem saber em que ch&#227;o iria pisar. Estava ainda com o pensamento a vaguear, quando ouvi ru&#237;dos de a&#231;oite. O homem usava de sua autoridade adicional para p&#244;r o coitado do animal dentro na garagem. N&#227;o teria ele direito de escolha. O chicote fustigava seu lombo. Sem d&#243;. 
N&#227;o demorou muito, a carro&#231;a estava lotada de res&#237;duos da reforma da casa. O animal, ora com carga t&#227;o pesada, persistia alheio aos berros do homem, qui&#231;&#225; desencorajado de sair de onde entrara aos trancos. Para despertar seus sentidos, l&#225; se v&#227;o mais vergalhadas. Passado um tempo, o pobre animal, cabisbaixo, sem sequer soltar um relincho, come&#231;ou a andar. Passos lentos. Apanhara para entrar e agora, ao sair tinha o corpo lanhado. Assim, foi descendo a rua, com o sino que levava no pesco&#231;o a fazer bel&#233;m &#8211;dem - dem... 
Ao v&#234;-lo no final da rua, cismei. Aquele animal, a arrastar sua &#225;rdua carga, encontraria outros embara&#231;os pelo caminho. Em qualquer um que fosse levado a percorrer depois do final daquela rua, ele teria morro a subir, sinais de tr&#226;nsito a respeitar. 
&#201;. Qual dos dois seria mesmo o burro........ Ou qual dos tr&#234;s. Entrei na hist&#243;ria. Vi-me, corpo e alma, como um ser semelhante ao burro, a trabalhar quatro, cinco meses a cada ano e........ Calado. Com viseiras. Certo de que o fruto destes quatro ou cinco meses de meu trabalho seria para entregar, de m&#227;os beijadas, ao senhor todo poderoso, nosso Governo. E isso n&#227;o &#233; raridade nos dias de hoje.&#160;
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			<title>ESPERAN&#199;A</title>
			<link>http://alpm.blog.terra.com.br/esperanca</link>
			<pubDate>12.04.09</pubDate>
			
			<description>M&#225;rcio Simeone
Num dia alegre e luminoso veio a esperan&#231;a. Ao chegar, n&#227;o a reconhecemos de imediato. Custaria crer. Pouco a pouco ela se insinuou e foi assim que aprendemos a esperar, por seu pr&#243;prio exemplo. N&#227;o uma espera inerte, mas de uma a&#231;&#227;o de hoje que se faz presente amanh&#227;. Foi assim que acreditamos mais e mais, crentes que esperar &#233; crer... Por&#233;m, num dia triste, ela foi condenada. Mataram-na sem piedade, sem espera, para que n&#227;o fosse mais poss&#237;vel acreditar. Tudo pareceu perdido, sem a esperan&#231;a. Seguiram-se tr&#234;s dias de enorme desalento. Fraquejamos, v&#237;timas da descren&#231;a, diante de tamanha trag&#233;dia. Eis que logo a esperan&#231;a ressurgiu, quando menos esper&#225;vamos e se fez de novo presente para aqueles que, mesmo assim, ainda acreditavam. Todos sentimos sua for&#231;a e pudemos crer de novo em seu poder. Desde ent&#227;o lembramos, em j&#250;bilo, seu renascer. Sempre esperamos, a espera feliz de um ressurgir espl&#234;ndido, que nos avisa: basta crer, basta crer... </description>
			</item>
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			<title>Not&#237;cia: novos acad&#234;micos</title>
			<link>http://alpm.blog.terra.com.br/noticia_novos_academicos</link>
			<pubDate>03.04.09</pubDate>
			
			<description>&#160;
Academia de Letras de Par&#225; de Minas - ALPM elege dois novos acad&#234;micos:
Nesse &#250;ltimo s&#225;bado, a Academia de Letras de Par&#225; de Minas - ALPM elegeu:- Fl&#225;vio Marcus Silva - Cadeira no. 1, ocupada anteriormente por Dirceu Mendon&#231;a. Patrono: Robson Correia de Almeida - Jos&#233; Roberto Pereira - Cadeira no. 12, ocupada anteriormente por Sylvio Lage Pinto. Patrono: Guimar&#227;es Rosa A posse dos novos acad&#234;micos&#160; que enriquecer&#227;o o grupo desta Academia, ser&#225; realizada em junho deste ano. </description>
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