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QUADRILUZ
Hila Flávia
Preciso do silêncio como da palavra.
Talvez mais daquele do que desta.
Talvez mais da quietude que do barulho.
Talvez mais da lua que da seresta.
Tenho certo gosto pela solidão.
Talvez por precisar ficar sozinha.
Talvez por não saber pensar em grupo.
Talvez por ser sonhar coisa só minha.
São esquisitices de quem se enxerga
com estrelas, sol e lua em mesma órbita,
vendo verdade em ilusão de ótica.
Não deixo de sofrer quando estou junto
de quem sofre e de quem se angustia.
Mas, sozinha, meu pensar é da poesia.

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02:19:56Em sua vida acadêmica foi levado, em 1949, pelas mãos de José Malheiros Santos, para a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, uma “Casa do Saber Médico”, por cujos corredores passaram gerações de médicos, humanistas e cientistas. Nesta Casa, estagiou em vários serviços, tendo o privilégio de ter sido, por algum tempo, assistente de Lucas Monteiro Machado, ginecologista e obstetra, responsável pela nova escola da especialidade que surgia em Belo Horizonte, e que viria a ser o fundador da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), em 1951, para onde levaria também seu novo assistente. Ainda na Santa Casa, recebeu, em 1958, sua primeira enfermaria, a princípio como Clínica Médica, vindo a se transformar, posteriormente, na 1ª Clínica de Gastroenterologia, por onde já passaram algumas centenas de residentes e milhares de estagiários. Alguns desses médicos residentes são hoje membros de renome dentro da especialidade, como Luiz Gonzaga Vaz Coelho, Maria do Carmo Friche Passos e Luciana Dias Moretzohn, entre outros. Ainda na Santa Casa de Belo Horizonte, ocupou quase todos os cargos médicos existentes, sendo hoje, ao lado de Arlindo Pollizi e Nereu de Almeida Júnior, decano desta centenária instituição.
Iniciou, em 1955, uma dedicada trajetória na árdua, mas glorificante tarefa de formar novos profissionais, ingressando como Professor Assistente na FCMMG. Iniciava, então, uma nova paixão em sua profissão, que seria sua carreira acadêmica. Recebeu, em 1961, a responsabilidade pelo estágio dos novos alunos, transformando-se em Assistente de Semiologia, em 1969, e chefe da Disciplina em 1978, com a aposentadoria de seu querido Regozino Macedo. Em 1979, recebeu do Ministério da Educação e Cultura o Título de Professor, devido ao “Notório Saber”. Nessa respeitável Faculdade, permanece como Professor Chefe de Semiologia até os dias atuais, sendo um dos docentes mais atuantes e queridos por todos os que o conhecem, e com ele trabalham no dia a dia, lecionando incansavelmente, num verdadeiro sacerdócio. Voltando ao ano de 1963, foi convidado por Luiz de Paula Castro para compor a diretoria da Sociedade de Gastroenterogia e Nutrição de Minas Gerais (SGNMG), aumentando seu interesse e se aproximando mais desta especialidade. Veio a ser presidente da SGNMG por dois mandatos, participando com regularidade dos Congressos da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), onde fez vasto círculo de amizades, inúmeras vivas e outras já na saudade, como Figueiredo Mendes, Waldomiro Dantas, Luiz Carlos Gayotto, Jorge Pereira Lima e Jorge Toledo. Durante o Congresso da FBG, de 1968, em Recife, conheceu a atual presidente da SBH, Dra. Edna Strauss. Consultado por Waldemar Podkameni, sobre a possibilidade de realização do I° Congresso Brasileiro de Hepatologia na cidade mineira de Caxambu, tomou como meta e com afinco a responsabilidade, assinando, ao lado de T. Figueiredo Mendes, Luiz Caetano da Silva, Silvano Raia, Amaury Coutinho, Fernando Alvariz, Zilton Andrade, Fernandes Pontes, Jorge Toledo, Sérgio Bicalho, Nereu de Almeida Júnior, e outros não menos ilustres, a ata de fundação da Sociedade Brasileira de Hepatologia, em 19 de novembro de 1969. Orgulha-se de, juntamente com Luiz Caetano da Silva, ter participado de todos os seus Congressos, sendo o último em Recife, no ano de 2003. Membro atuante em várias diretorias, foi indicado para a presidencia da entidade, cargo que assumiu em 1986, em substituição ao Dr. Silvano Raia. No Congresso sob sua responsabilidade, em Belo Horizonte, 1988, teve como fato marcante as presenças da Professora Sheila Sherlock, da Inglaterra, do Dr. Mario Rizzetto, da Itália e descobridor do Vírus da hepatite Delta e do Dr. Adrian di Bisceglie, dos Estados Unidos da América. José de Laurentys Medeiros, continua como importante colaborador da SBH, sendo o responsável pela edição de seu Boletim, o que faz com a costumeira eficiência. Ao lado de Nereu de Almeida Júnior, foi o pioneiro da Hepatologia em Minas Gerais, quase como autodidata na especialidade, sendo seguido por João Galizzi Filho, que teve o privilegio de trabalhar, em Londres, com Dame Sheila Sherlock, abrindo, assim, caminho para outros hepatologistas mineiros. Quando da recente fundação da Associação Mineira para o Estudo do Fígado (AMEF), foi escolhido, por aclamação, para ser o primeiro timoneiro, em reconhecimento aos esforços para o desenvolvimento da Hepatologia em Minas Gerais.
Como representante de classe, esteve presente na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), desde 1954, assumindo vários cargos em diversas diretorias, com destaque para a gestão de José Gilberto Alves de Souza quando, como presidente do Conselho Científico, realizou mais de 100 jornadas médicas pelos rincões do estado de Minas Gerais. Isto valeu-lhe a eleição, por unanimidade, para a presidência da entidade, no ano de 1976 e, posteriormente, para vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), por dois mandatos, de 1978 a 1981.
Orgulha-se de ser, atualmente, o responsável pelo Centro de Memória da AMMG, que recebeu seu nome, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à instituição. Membro da Academia Mineira de Medicina, desde 1973, ocupa a cadeira n° 85, que tem como patrono o Dr. José Alves de Castilho Júnior, tendo nela sucedido seu grande amigo e conterrâneo, Dr. Murilo Drummond de Salles e Silva. Foi seu presidente por três mandatos consecutivos, justificando as palavras do grande Professor Hilton Rocha: “Ser acadêmico não é ser escritor, nem ser poeta. Mas é ser Médico”.
Já publicou inúmeros trabalhos técnicos e científicos, em revistas e jornais de medicina de todo o país, além de vários capítulos em livros de gastroenterologia e hepatologia. Mas, sua maior obra literária foi, sem dúvida, a concepção e publicação, em parceria com o Professor Mario Lopez, do livro: Semiologia Médica – As Bases do Diagnóstico Clínico, hoje na 5ª edição, e adotado por várias das Faculdades de Medicina do Brasil.
Ao longo dos anos, fruto de seus caráter, lealdade, humanismo e dedicação inabalável ao juramento de Hipócrates, com profundo respeito aos pacientes, recebeu inúmeras láureas, insígnias e condecorações, entre elas, os títulos de Cidadão Honorário de Belo Horizonte e de Membro da Academia Fluminense de Medicina, do Instituto Mineiro de História da Medicina e da ALPM-Academia de Letras de Pará de Minas, respectivamente. Casado com Maria da Penha de Laurentys Medeiros, tem quatro filhos: Júnior, também médico,Luiz Carlos e Lúcio Flávio, engenheiros, e Fernando Antônio, comerciante, e seis netos, todos orgulhosos e agradecidos à Sociedade Brasileira de Hepatologia e, em especial, à Dra. Edna Strauss, sua Presidente, pela deferência e lembrança de incluírem seu querido Laurentys nos Anais desta reconhecida Sociedade, na qualidade de Vulto.
As realizações de José de Laurentys Medeiros nos campos profissional, acadêmico e associativo são, sem dúvida, o reflexo maior de seus invulgares entusiasmo, liderança, dinamismo e criatividade.
A Quarta Diretoria da Academia Mineira de Medicina teve na sua Presidência o Professor José de Laurentys Medeiros, por quatro anos. Realizou 6 assembléias, 13 solenidades, 10 reuniões científicas - tudo dentro do maior brilho.
Algumas publicações:
MEDEIROS, José de Laurentys. VULTOS DA HISTÓRIA DA MEDICINA 1899-2006 2006 (O livro conta a história da vida e carreira médica dos médicos que prestaram relevantes serviços à Santa Casa de Belo Horizonte)
MEDEIROS, José de Laurentys. AMMG 50 anos: 1946 - 1996. Contagem: Lada, 1996. 149 p., il.
MEDEIROS, José de Laurentys-, J. & López, Mario . Semiologia Médica - As Bases do Diagnóstico Clínico . 5ª. Edição – 2004 – 1245 pág, Rio de Janeiro:2005

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01:03:20José Lautentys de Medeiros / médico especialista em gastroenterologia e estudioso da História da Medicina em Minas Gerais
autores: José de Laurentys Medeiros Júnior e João Galizzi Filho
Primavera de 1928. Nascia a 25 de setembro, à Rua Cel. João Alves n° 170, na pequenina cidade mineira de Pará de Minas, o filho do pedreiro e comerciante José de Almeida Medeiros e da italiana Luiza de Laurentys Medeiros, o pequeno José, que passou a ser carinhosamente chamado por todos os seus de Zezé. Criança esperta, educada, curiosa pelo saber, teve, através de sua primeira professora Dona Orozina, ainda em Pará de Minas, os contatos iniciais com os livros e a leitura, atividades das quais não se separou até hoje.
Muito cedo, aos 6 anos de idade, sofreu a primeira grande perda, a de seu querido pai, vítima, naquela época, de uma pneumonia, que, pelos relatos atuais baseados em seus conhecimentos de Semiologia, tenha sido provavelmente associada a valvulopatia aórtica. Coube a tarefa de sua educação à sua mãe, Luiza, e a seus queridos e inesquecíveis tios, também italianos, Hector, Mathias, Maria, Joaninha e Rufina, ainda em Pará de Minas, onde permaneceu até 1943. Em 1944, transferiu-se para Belo Horizonte, passando a conviver sob a responsabilidade de seus tios paternos, Edmundo, Mário, Jésus, Antônio e suas esposas, que moravam na capital das alterosas. Destaque especial para sua avó paterna Cianinha que, além de proteção, lhe deu enorme incentivo na continuação dos estudos.
Terminou o curso ginasial no Colégio Marconi em 1947, lembrando-se ainda, com saudades, dos professores Paulo de Andrade, de Química e o sempre prestigiado Diretor do referido e tradicional educandário mineiro, Professor Velloso. Ingressou na Faculdade de Medicina de Minas Gerais, no ano de 1948, aprovado em 13° lugar, graduando-se em 8 de dezembro de 1953. Durante seu curso, teve o privilégio de conhecer e conviver, na saudável relação aluno/mestre, com as maiores referências da Medicina Mineira em todos os tempos, como Alfredo Balena, Amílcar Martins, Adelmo Lodi, Oscar Versiani, João Affonso Moreira,João Afonso Moreira Filho, Moacyr Junqueira, Luigi Bogliolo, Nereu de Almeida Júnior, João Galizzi e José Malheiros Santos, entre outros ilustres, aos quais rendemos também nossa homenagem. Destacam-se, em especial, dois Mestres que viriam a ser suas âncoras, referências e espelhos, tanto na conduta humana quanto profissional: Oswaldo de Mello Campos e Caio Benjamin Dias. Com o primeiro, Prof. Mello Campos, de semblante sisudo e austero, aprendeu a admirar a Semiologia Médica, com a magia do conhecimento pelas pontas dos dedos, sempre aliada ao raciocínio clínico e científico. Com o segundo, seu querido Dr. Caio, mais meigo, com a aparência do tutor que cuida com afeto e atenção de seus pupilos, foi introduzido na Clínica Médica, vindo a ser, posteriormente, seu assistente direto. Dr. Caio transformou-se, também, no grande conselheiro de todas as horas, como um irmão mais velho que ele nunca teve, relação esta cultivada com muito carinho e amor até os dias atuais.
(v. continuação da biografia de José Laurentys Medeiros em outro post)

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00:55:04 Vultos da medicina de Pará de Minas
José de Laurentys Medeiros
No início do século passado Pará de Minas não possuía médico e os pacientes eram atendidos por métodos rudimentares de terapêutica, por leigos ou médicos de cidades vizinhas - Itaúna e Pitangui.
O primeiro médico residente em Pará de Minas foi o Dr. Cândido José Coutinho, vindo de Curvelo, exercendo a medicina geral comO médico, operador e parteiro. A seguir, atuaram em Pará de Minas Dr. Mata, cujo nome próprio era João Severino de Souza Mata e o filho do Dr. Cândido que, por ter o mesmo nome, era chamado de Dr. Candinho.
Por volta de 1884 foi fundada a Casa de Caridade para atender principalmente os desvalidos e que foi mantida por donativos.
O primeiro Hospital funcionou, a princípio, no largo da Matriz, na casa que mais tarde foi propriedade do Sr. Ozório Pereira Coelho, sendo realizado atendimentos importantes para a população.
O terceiro médico residente na cidade foi o Dr. José Coutinho da Fonseca a quem chamavam Dr. Candinho. Faleceu em 1936, do qual tenho uma leve lembrança, pois sua residência era ao lado de onde fui criado, na Rua do Rosário.
No fim do século, através de valioso donativo da Dª Maria Jacinta de Mendonça, foi transferida a Santa Casa para a Rua Antônio Novato, esquina com a Rua do Sacramento.
Alguns paraenses ilustres, como Dr. Cel. Francisco Torquato de Almeida, Antônio Benedito Valadares Ribeiro e Pedro Nestor Sales e Silva prestaram valiosa colaboração ao Hospital.
Em 1910, iniciou o trabalho médico em Pará de Minas o Dr. Honório da Cunha e Souza, figura excêntrica e curiosa. Sabe-se que o Dr. Honório, quando formado, foi residir em Paris e seu procurador desonesto, desapareceu com todo o seu dinheiro deixando-o na miséria. De volta ao Brasil, foi morar em Pará de Minas e pelas informações era homem culto, estudioso e, como a cidade era poeirenta, andava sempre de botas e na cidade era chamado o Dr. das Botas. Sentindo a grande mudança social por que passara, Dr. Honório tornou-se revoltado e, apesar de realizar algumas curas maravilhosas, estava sempre de mal com a vida. Tanto que andava sempre de guarda-chuva e quando passava por alguém que não queria cumprimentar virava o guarda-chuva, mas gostava muito de crianças, morava só, e meu Tio Edmundo contava que Dr. Honório tinha muito carinho com ele quando criança.
A partir de 1913, inicia-se uma nova era da medicina de Pará de Minas com a chegada do Dr. José Custódio Martins Lage. Formado no Rio de Janeiro em 1912 e antes em farmácia. Freqüentou no Rio os melhores serviços de obstetrícia e, em Pará de Minas, marcou época como um dos maiores obstetras do Estado, sendo elogiado por especialistas da capital. Dr. Lage, como era chamado, tornou-se um exímio obstetra, realizando trabalho digno de nota, pois era profissional correto, dedicado inteiramente a medicina, realizando partos em situações precárias, viajando pelas redondezas sempre a cavalo, mas marcando época na medicina. Foi provedor do Hospital e podemos considera-lo ícone da medicina.
Dr. Galba Moss Velloso foi médico em Pára de Minas, iniciando a medicina preventiva. Era, também, político acirrado e transferiu-se para a Capital, firmando-se como psiquiatra e professor. Também o Dr. Augusto Pinheiro Guimarães foi médico sanitarista na cidade.
Em 1926, passou a destacar-se a figura de Murilo Sales, nosso antecessor na Academia Mineira de Medicina. Brilhante clínico e cirurgião. Diplomado no Rio de Janeiro, em 1923, foi discípulo de duas das maiores figuras da medicina brasileira, Brandão Filho cirurgião e Miguel Couto clínico.
Dr. Murilo exerceu a medicina com grande brilho e era sempre médico para as conferências. Dele me lembro muito bem. Realizou a primeira grande cirurgia em Pará de Minas, auxiliado por Dr. Lage e Dr. Silvino. Outro grande mérito de Murilo foi terminar a construção do novo Hospital, onde hoje é o Hospital Nossa Senhora da Conceição, inaugurado, em 1929. Murilo foi o primeiro médico filho de Pará de Minas a residir na cidade. Conseguiu inúmeras doações e foi, também, provedor do hospital.
O segundo médico filho de Pará de Minas a residir na cidade foi o Dr. Silvino Moreira dos Santos. Figura excepcional de médico pela dedicação e ética. Teve participação ativa, por longos anos no Conselho Regional de Medicina e na Associação Médica de Minas Gerais. Falar sobre o Hospital é uma missão muito agradável, mas que já foi muito bem descrita em livro pelo Dr. Mário Luiz Silva, farmacêutico e filho do Major Silvino Silva., que foi secretário da mesa administrativa do Hospital por 46 anos. Outros nomes que merecem destaque são: Dr. Olavo Vilaça, Dr. Edvard Moreira Xavier, Dr. Jacinto Menezes Mendonça, Dr. Heleno Vieira Leitão, Dr. Raimundo Ferreira de Oliveira, Dr. João Ferreira de Oliveira e Dr. Dirceu Melgaço, Dr. Weber Leite Magalhães Pinto e Dr. Osvaldo Simões, Dr. José Lopes Pereira. Todos atuaram na cidade com muita dedicação, seguindo-se novos nomes que não temos no momento dados para enumerá-los, ficando para o próximo capítulo.
Ainda foram médicos em Pará de Minas, embora rapidamente, os Dr. Aureliano Dias Tavares Bastos, Dr. Sigefredo Mendes Silva e Dr. Orestes Lopes Cançado. No setor de saúde pública destacamos Murilo Sales, Jacinto Menezes, Raimundo Ferreira de Oliveira, Edward Moreira e Heleno Vieira Leitão e os dentistas J. Mendes Júnior e Paulo de Souza Marinho.
Citaremos, também, filhos de Pará de Minas que não atuaram na cidade: Rubens Guimarães, cujo nome foi dado ao Pronto Socorro João XXIII, em BH, Otávio Xavier, Elpídio Marinho, Roberto Carlos Duarte, Orlando Fonseca Lobato e José Ribeiro Lage (Rio de Janeiro), José Roiz de Oliveira, Fernando Moreira, José Pinto e Geraldo Soares, Pedro Drumond Sales e Silva e Theóphilo de Almeida, que exerceu a medicina no Rio de Janeiro, tendo alcançado altos postos administrativos na Capital da República, sempre auxiliando Pará de Minas. Alfredo Otávio Xavier, filho de Dr. Edward Moreira Xavier que trabalha em Boston, nos Estados Unidos, Otacílio Barbosa, que atua em Varginha, e Gustavo Capanema Silva, Luiz Lage Laurentys, Romualdo Ferreira de Oliveira, Fernando Veloso e outros que ainda trabalham em Belo Horizonte.
Ao encerramos esta nota, queremos prestar homenagem ao prof. Pedro Sales, patrono de nossa Cadeira na Academia de Letras de Pará de Minas. Sem dúvida, um ícone da medicina como Professor da Universidade Federal de Minas Gerais e um dos maiores historiadores da medicina no Brasil, cuja narração histórica constitui a base do presente relato, baseada em seu trabalho - “ Evolução da Medicina em Pará de Minas”, publicado na Revista da Associação Médica de Minas Gerais. / José de Laurentys Medeiros, que saiu do Pará, mas o Pará jamais saiu do seu coração.
cadeira No.3 -ALPM- Academia de Letras de Pará de Mins- Patrono: Pedro Drummond de Salles e Silva

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23:21:29Poema
HernanI José de Almeida
A cada passo me conheço melhor.
Em cada gesto, extrapolo meus sentimentos.
Para cada momento vivido intensamente
encontro um novo eu a procura de momentos.
Quero harmonia,
sinfonia,
o ocaso da arte.
Busco nas palavras e no poeta,
a beleza da utopia.
De maneira singela, busco a vida.
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Hernani José de Almeida
Cadeira: no. 16
Patrono: José Augusto Corrêa de Miranda
(Idealizador da ALPM/ presidente por 3 mandatos)


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