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Márcio Simeone
Num dia alegre e luminoso veio a esperança. Ao chegar, não a reconhecemos de imediato. Custaria crer. Pouco a pouco ela se insinuou e foi assim que aprendemos a esperar, por seu próprio exemplo. Não uma espera inerte, mas de uma ação de hoje que se faz presente amanhã. Foi assim que acreditamos mais e mais, crentes que esperar é crer... Porém, num dia triste, ela foi condenada. Mataram-na sem piedade, sem espera, para que não fosse mais possível acreditar. Tudo pareceu perdido, sem a esperança. Seguiram-se três dias de enorme desalento. Fraquejamos, vítimas da descrença, diante de tamanha tragédia. Eis que logo a esperança ressurgiu, quando menos esperávamos e se fez de novo presente para aqueles que, mesmo assim, ainda acreditavam. Todos sentimos sua força e pudemos crer de novo em seu poder. Desde então lembramos, em júbilo, seu renascer. Sempre esperamos, a espera feliz de um ressurgir esplêndido, que nos avisa: basta crer, basta crer...

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