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Márcio Simeone
O que se quer do amor
É que venha em paz e calma
Que se abra sem alarde como uma flor, de manhã, no jardim da frente.
Mas às vezes vem tropeçando, no alarido dos tropéis de fim de tarde,
vem e passa.
Há o amor que vem protegido pela escuridão da noite,
sensível e invisível, domina
e se esquece de amanhecer.
O que se quer do amor
É que venha sem hora.
Mas às vezes vem, de manhã, apressado,
de tarde, culpado e de noite, cansado.
Vem e passa.
Há o amor que se lança na seqüência sem fim
de dias luminosos e de noites profundas
e se esquece de anoitecer.

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13:55:04