Academia de Letras de Pará de Minas

Fundada em 20 de Setembro de 1997 com o objetivo de ser uma referência de valor para as novas gerações, contribuindo com a Arte, com a Cultura e com a Educação da Sociedade de Pará de Minas.

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Arquivo de: Fevereiro 2008, 21

21.02.08

Júlio Saldanha / O IMORTAL

 

   



...E o tempo passava
... e o imortal, mais imortal ficava...

O “imortalíssimo” imortal
Não morria de doença
Não morria de bala
Não morria nem de desastre.

...e o tempo passava
... e o imortal, mais imortal ficava...

Não morria de vício
Não morria de excesso ou de falta
Não morria do coração
Não morria de nenhuma dor ou de medo.

...e o tempo passava
... e o imortal, mais imortal ficava...

Não morria de morte matada
Não morria de morte morrida
O “imortalíssimo” imortal
Não morria de jeito nenhum.

Então ele deu um jeito:
Desapareceu!
Todos os jornais noticiaram.
Que fim levou o tal?
Ninguém sabe, ninguém viu
Nem sombra, nem fantasma do ilustre
Nem assim, agora sim:
imortal.
“Definitivimortalíssimamente”.

                                                                    (Júlio Saldanha)